Alguns milhares de trabalhadores e moradores da região do ABC paulista se reuniram nesta sexta-feira, 1º de maio, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, para comemorar o Dia do Trabalhador. O evento foi promovido por 26 sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que se revezaram em discursos e apresentações musicais.
As principais pautas do ato incluíam a demanda pelo fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1) e a expansão de políticas de combate ao feminicídio. As falas destacaram a necessidade de participação popular para superar o machismo e avançar em direitos trabalhistas.
O evento contou com a presença de três ministros do governo federal: Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego; Alexandre Padilha, da Saúde; e Camilo Santana, da Educação. O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursou sobre a celebração do 1º de maio como dia de consciência dos trabalhadores em relação ao que ainda falta conquistar. Ele enfatizou a batalha para que o Congresso aprove, antes das eleições de outubro, a revisão da jornada 6×1, e a importância da mobilização popular para avanços como a isenção do Imposto de Renda sobre participações de lucros (PLR).
Representando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Moisés Selerges comemorou as conquistas recentes da categoria, como as melhores taxas de desemprego da história. Ele destacou que os trabalhadores produzem a riqueza do país e defendeu a redução da jornada de trabalho, chamando por pressão em Brasília para acabar com a escala 6×1.
A programação incluiu apresentações musicais desde a manhã, com destaques para o MC IG e Glória Groove no início da noite.
A segurança do evento foi garantida pela Guarda Municipal de São Bernardo, a partir de sua base no Paço. Por volta das 16h, a guarda interveio em um confronto localizado à esquerda do palco, removendo um homem acusado de iniciar a confusão. No processo, afastaram com violência o fotógrafo da Agência Brasil, Paulo Pinto.
Com informações da Agência Brasil
