Recomendado para fãs de roguelike de ação no estilo Hades. Combate fluido, variedade de armas e arte chinesa marcante valem o preço de indie.
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Veredito: Recomendado.
Prós:
- Combate fluido e responsivo
- Estilo visual chinês magnífico
- Variedade enorme de armas e combinações de ataques
- Vários chefes marcantes e carismáticos
- Preço de indie justo
Contras:
- Curva de aprendizado lenta
- Evolução do mascote demora a impactar o dano
- Pequenos erros de tradução e sincronização de legendas.
Realm of Ink é o roguelike de ação do estúdio chinês Leap Studio, publicado pela 4Divinity. O jogo está disponível desde 26 de maio para PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. Na Steam, o preço está em desconto por R$ 66,59 (10%). Ele passou cerca de 20 meses em acesso antecipado na Steam antes do lançamento da versão 1.0 e mistura combate em 2.5D com a estrutura de roguelite – gênero em que cada morte reinicia a partida, mas o jogador acumula melhorias permanentes entre tentativas. O diferencial está nas diferentes combinações de armas e evolução do seu mascote, além do estilo visual único que entrega visuais marcantes.
Quem jogou Hades, da Supergiant Games, vai reconhecer a fórmula nas primeiras partidas. Mas Realm of Ink aposta em uma identidade visual e em um sistema de armas próprios, que dão uma identidade única ao título.

O que Realm of Ink acerta: combate, arte e variedade de armas
O combate funciona bem desde o primeiro minuto. As animações são fluidas, comandos são responsivos, e o personagem nunca fica preso em uma animação que tira o controle das mãos do jogador – problema comum em outros roguelikes 2.5D. Quem testou Hades sabe quanto esse detalhe muda a experiência: o ritmo do combate é o que move o gênero, e Realm of Ink entende isso e executa de forma perfeita.
Visualmente, é um dos indies mais únicos do ano. O Shuǐmò entrega o traço fluido das pinturas chinesas à tinta, com pinceladas largas e expressão solta. O Gōngbǐ aparece nos detalhes meticulosos dos personagens, em linhas finas e cores precisas. Essa combinação dá ao jogo um visual único que se amarra com a história do jogo. Os personagens da jornada vêm do folclore do leste asiático, mas cada um recebe um design próprio. As animações são feitas no estilo Live2D (técnica que dá movimento a artes 2D em camadas), o que transforma cada encontro com um novo NPC em uma recompensa visual.
O sistema de armas é o coração do jogo. Realm of Ink trabalha com diferentes formas de combate liberadas de forma gradual ao longo da campanha. Não entraremos em spoilers aqui, então vamos fazer referência a essas formas de combate como diferentes “armas” que a sua personagem usa. Cada uma começa com 2 ou 3 ataques básicos, que ganham modificadores ao longo das salas, capazes de mudar como a arma funciona.
Um exemplo concreto: um ataque carregado em linha reta pode virar um lance da arma para um ponto distante. Relançar a habilidade novamente teleporta o personagem até onde a arma caiu, gerando uma onda de choque. Esse tipo de mutação faz cada tentativa parecer diferente, mesmo nas primeiras horas.
Além das armas, há uma segunda camada: os Tesouros de Tinta – relíquias com elementos que dão habilidades especiais. O jogador pode equipar dois ao mesmo tempo, em quatro níveis de raridade (normal, raro, épico e lendário). E aí entra o mascote de tinta, companheiro que segue o personagem o jogo inteiro. O pet absorve os tesouros equipados e muda de forma de acordo com a combinação de elementos, ganhando habilidades e um ataque definitivo diferentes a cada combo.
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É o tipo de sistema que faz o jogador querer testar configurações de propósito, só para ver o que acontece. Entre as partidas, existe um quadro de melhorias que permite ao jogador gastar uma moeda específica do jogo para destravar melhorias permanentes. Estrutura clássica do gênero, mas muito bem implementada aqui.

Alguns pontos que acreditamos que possam ser melhorados em Realm of Ink
O começo de Realm of Ink exige um pouco de paciência. Como o jogo tem muitas mecânicas (armas, tesouros, mascote, modificadores e elementos), o jogador passa as primeiras partidas escolhendo itens sem entender bem o porquê. Não é um problema novo no gênero, mas o jogo poderia oferecer uma explicação um pouco mais contextualizada quando uma habilidade nova aparece. Por exemplo, mostrar um pequeno vídeo de como a habilidade x funciona. Algumas partidas são necessárias para entender como tudo se conecta.
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A evolução do mascote é outro ponto que parece precisar de uma pequena mexida. O jogador coleta comida ao longo das partidas para alimentar o pet e aumentar o nível dele, mas as primeiras melhorias não são muito perceptíveis. Funciona como progressão de longo prazo, mas pode frustrar um pouco quem espera retorno mais imediato.
E há ainda pequenos erros de tradução no português brasileiro. Nada que comprometa o entendimento da história ou a experiência que a gameplay do jogo oferece.
O que considerar antes de comprar
A narrativa começa difusa de propósito. O jogador entra sem entender bem o que está acontecendo nem qual é o objetivo, e a história se desenha aos poucos, conforme os diálogos com personagens vão revelando pedaços de contexto. Para quem se engaja em mistério, funciona como gancho, prende e justifica a próxima tentativa. Para quem prefere objetivos claros desde o início, pode incomodar. É uma escolha narrativa, não um defeito.
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Realm of Ink também inclui um sistema opcional de relacionamento com personagens, que funciona como minirromance e pode ficar um pouco mais íntimo do que jogadores conservadores esperam. Nada explícito, mas o jogador escolhe se quer engajar ou não. Quem preferir ignorar não verá nada disso, e isso não fará diferença para o enredo.

Onde comprar Realm of Ink e o que considerar antes
- Preço: R$ 66,59 na Steam. O preço é promocional e fica até o dia 5 de junho de 2026.
- Está no Game Pass? Não.
- Está no PS Plus? Não.
- PT-BR: Interface e legendas em português brasileiro. O jogo não possui dublagem em português.
- Plataformas: PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch
- Multiplayer: Single-player apenas
- Classificação: +10
- Versão prévia: existe uma demo gratuita na Steam (Realm of Ink: Prologue) para quem quer testar antes de comprar.
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Requisitos PC (mínimos): Windows 7/8/10 64-bit · Intel Core i3 · 4 GB RAM · NVIDIA GeForce GTX 750 (1 GB) · 8 GB de espaço.
Requisitos PC (recomendados): Windows 7/8/10 64-bit · Intel Core i5 · 8 GB RAM · NVIDIA GeForce GTX 750 (2 GB) · 8 GB de espaço
Preços e disponibilidade verificados em 26/05/2026.
Ficha técnica de Realm of Ink
- Nome: Realm of Ink
- Desenvolvedora: Leap Studio
- Publicadora: 4Divinity
- Gênero: Roguelite de ação 2.5D
- Data de lançamento (V1.0): 26 de maio de 2026
- Acesso antecipado (PC): desde 26 de setembro de 2024
- Plataformas: PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch
- Modos de jogo: single-player.
- Idiomas BR: interface e legendas em português brasileiro
- Inspiração visual: Pintura tradicional chinesa (Shuǐmò + Gōngbǐ)
- Inspiração de gameplay: Hades, da Supergiant Games
- Preço: R$ 66,59 na Steam (10% de desconto).
Filipe Esteves
Gamer há 25 anos, profissional da indústria há 10. Trago análises da perspectiva de quem vive jogos.
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